domingo, 25 de dezembro de 2011

Lisboa

Como se estas águas do tejo tivessem sido o meu primeiro lençol, como se nesta calçada, onde os paços se prologam, tivesse estado sem estar presente… assim te sinto menina, assim te quero moça, como se fosse aqui a minha maternidade.

Há lugar no tempo e o espaço é geometria, com escadaria para o rio, navegantes e comércio, uma odisseia que por cá passou; e começo a caminhar rumo às colunas, assim me sossego de encontro ao mármore… se por um breve instante sentisse aquele ímpeto; água doce por momentos, um mar para todo o sempre, cabos e tormentas, barreiras para saltar… outros e tantos como eu no encontro de outros e tantos diferentes de mim… no amarelo das fachadas a projeção de amores e a recompensa! Fui e vivi.

Se houvessem doces saturnos do trotear de uma guitarra… que esta tocasse aos pés do cavaleiro; e no centro da praça o harmónio de vida que não travasse de memória para outros tempos que nestes, não são mais que paz de espírito… sim! Cheira bem, papoilas que crescem nas arcadas deste hectare de sonhos passados… com a diferença destes porque foram vividos… iguais a estes porque querem muito ser presente!

Lisboa, Praça do Comércio… daqui te quero tanto! 

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